APRENDENDO COM OS NOSSOS ERROS

APRENDENDO COM OS NOSSOS ERROS

Tenho observado que algumas pessoas ao cometerem algum erro em inglês e serem corrigidos, no momento em que são corrigidas, reestruturam a sentença e falam corretamente. Poucos instantes depois ou passado algum tempo, cometem o mesmo erro novamente.

É muito natural ao se estar falando no idioma, dar foco no que se quer dizer, ou seja, na comunicação propriamente dita, o que, de uma certa forma, pode explicar o fato de algumas pessoas não prestarem atenção nas estruturas usadas. Entretanto, se você quiser passar para o nível seguinte, é preciso que você domine o idioma para minimizar esses erros. Entretanto, não há motivo para se estressar com esses erros, pois eles são muito comuns em todos os níveis.

Durante as aulas eu sugiro sempre aos nossos alunos e professores que utilizem uma folha com quatro colunas com titulos em quatro categorias: gramática, vocabulário, pronúncia e uso correto. Este recurso é conhecido como Folha de Correção ou Correction Sheet, em inglês.

Trata-se de uma forma que lhe permite monitorar o seu inglês, trazendo para o seu nível consciente e lhe dando a oportunidade de rever, refletir e visualizar o erro cometido, seguido, obviamente da forma correta.

Dessa forma, você estará se dando a oportunidade de refletir sobre o erro, envolvendo a modalidade tatil ou kinestética, ao escrever, visual, ao ler o seu erro seguido da forma correta e a sua compreensão auditiva, ao articular a sentença ou palavra nova aprendida.

É importante também ressaltar a importância da diferença entre erro e um pequeno lapso que é apenas um descuido, ou seja, um engano involuntário. Mesmo, esses erros involuntários devem ser anotados para que aumentem as possibilidades de fixação e o mesmo não mais ocorra.

GRAMMAR VOCABULARY PRONUNCIATION USAGE

Como trabalhar com a tabela acima? Muito fácil. Suponhamos, por exemplo, suponhamos que você tenha cometido o seguinte erro:

She has gone to school yesterday. (Incorreta)

Com foi um erro gramatical, o mesmo deve se anotado na primeira coluna, com a respectiva correção.

She went to school yesterday. (Correta)

Uso incorreto de vocabulário.

I’ve played volley with my friends at school recently. (Incorreta)

I played volleyball with my friends at school recently. (Correta)

Veja o significado da palavra volley:

volley (BULLETS) a large number of bullets (seeming to be) fired at the same time.

Exemplo de erro comum em pronúncia.

I’ve asnwered / énsuerd/ all the questions. (Incorreta)

I’ve answered /énserd/ all the questions. (Correta)

E, por ultimo, para você ter uma idéia, aqui vai um erro de usage:

– Teacher, it has given me a white. (Incorreta)
– Mr. / Mrs. último nome do seu/sua professor(a) , my mind went blank. (Correta)

Depois das anotações acima, eu sugiro que você, numa outra folha de papel, reescreva as formas corretas para que haja uma verdadeira consolidação do aprendizado.

Recordo-me, em uma das colunas anteriores, de ter ressaltado a importância de ser curioso e ter uma boa atitude em relação ao aprendizado. Pois bem, o que signfica ter uma boa atitude e disciplina. Abaixo, alguns itens que caracterizam, na prática, o que seria isso:

1. Ser curioso.

– Na vida, aprendem mais as pessoas curiosas. Aquelas que questionam, que não aceitam qualquer explicação e que, além de questionar, também pesquisam, não no intuito de testar o conhecimento do professor, mas no sentido de crescer e aprender mais.

2. Aceitar correções.

– Embora a questão da correção possa, em alguns casos, afetar o nosso ego, jamais devemos tomá-la como algo pessoal. Afinal, estamos num processo contínuo de aprendizagem que nunca termina. Lembre-se também que até mesmo o seu professor pode cometer erros, pois ele é um ser humano como você. O mais importante é sempre ser orientado em termos de resultado, respostas congruentes e precisas. Não interessa QUEM cometeu o erro, o que sempre interessa ao estudarmos ou repartirmos experiências no idioma é o que se aprendeu como resultado daquele uso inapropriado ou errôneo da palavra, expressão ou estrutura gramatical.

3. Aprender com os erros.

– Aprender com os erros. Essa é uma condição sine qua non para melhorarmos o nosso inglês. Por este motivo, ilustrei com o exemplo da Folha de Correção acima para ilustrar uma das maneiras que venho usando ao longo dos anos como professor de inglês e que tem alcançado bons resultados. Entretanto, você é livre para criar a sua própria e explorá-la da maneira que mais lhe convier.

4. Perguntar muito.

– Eu sempre sugiro aos meus alunos que perguntem freqüentemente. Os professores, devido ao tempo de exposição ao idioma, estão repletos de conteúdo, mas nem sempre eles podem ficar demonstrar isso o tempo todo, senão a aula fica uma verdadeira exposição de conhecimento. Sua função como aluno é explorar esse recurso, fazendo perguntas que lhe sejam úteis no dia-a-dia e tenham uma boa aplicabilidade. Portanto, mantenha essa característica como aluno em mente e veja o quanto você vai aprender.

5. Ter um plano de estudo sistemático e freqüente.

– Tudo que construimos de um determinado valor, exige uma certa dedicação, tempo e disciplina. Esse resultado pode ser atingido quando você, dentro da sua disponibilidade de tempo, organiza um plano sistemático, de preferência no mesmo horário, para que você sente e estude pelo menos uma meia hora para cada hora de aula estudada em sala de aula. Fazendo isso, você também vai acelerar o processo e observar muito progresso no seu aprendizado.

6. Explorar todos os recursos existentes.

– Eu não canso de dizer que nascemos num dos melhores períodos da história no que concerne aprendizado. São inúmeros os recursos existentes: dicionários de todo os tipos, online, em CDs, de bolso, acoplados a outros aparelhos, etc, Internet com 85% das informações veiculadas em inglês, muitos com traduções para outros idiomas, filmes legendados, walkman, discman, mini gravadores digitais, TV a cabo, Dishes (TV com antenas e transmissão via satélite), etc.

Quer mais? Que tal esses novos “gadgets” que permitem gravar som e imagem para você não só gravar a sua voz, mas também a sua imagem articulando, de uma forma linda, o idioma do Tio Sam.😉

7. Fazer uso do tempo de transição.

– Eu adoro este item. Foi feita uma pesquisa e, em média, se dirige diariamente, cerca de 40 minutos por dia nos Estados Unidos. Ora, considerando-se 6 dias úteis, teremos 240 minutos por semana, o que dá 960 minutos por mês. Num período de um ano, isso equivale a dizer que você passa 11520 minutos, no mínimo, atrás da direção do seu automóvel. Bem, dividindo-se isso por 60 minutos, ou seja, uma hora, você, num período de um ano, se tivesse aproveitado, teria tido 192 horas de estudo bastando ter ligado o aparelho de toca fitas ou CD do seu automóvel para estudar durante o respectivo período. Para você ter uma idéia, no nosso curso regular, o aluno estuda uma média de 80 horas por nível. O número de horas acima é equivalente a quase dois níveis e meio de curso em sala de aula. Então? Que tal começar a fazer bom uso desse tempinho extra?;-)

8. Perseverar.

– Às vezes, é muito comum não perceber muito o seu progresso, o que, para alguns, pode ser desestimulante. Entretanto, não se engane. A cada momento que você para para estudar, comparece a escola e participa em sala de aula, lê um pouco, procura ouvir no idioma, fala com um nativo do mesmo, pergunta algo que lhe interessa, você está crescendo. E o referencial para avaliar isso deve sempre ser alguém que vem lhe observando (como o seu professor ou um verdadeiro amigo e encorajador) e nunca o que você está supostamente pensando e/ou sentindo em relação ao seu aprendizado. Nosso imediatismo e impaciência pode gerar uma visão deturpada e completamente errada deste progresso.

9. Saber auto-questionar-se.

– Muitos pessoas não prestam atenção ao diálogos que elas mantém com elas mesmas. Por exemplo, há pessoas que ao se questionarem, dizem: “Puxa vida, por que eu não consigo melhorar a minha pronúncia?” Ou ainda, “Puxa, toda vez eu cometo o mesmo erro. Por que isso acontece comigo? Há outras assim: “Quando você fala comigo eu entendo tudo. Mas por que eu não consigo falar com a mesma velocidade?”

A fim de ser mais efetivo no seu aprendizado, aqui vai algumas sugestões de como fazer essas mesmas perguntas.

– O que eu devo fazer especificamente para melhorar a minha pronúncia?
– O que eu devo fazer para cometer menos erros no idioma?
– O que eu devo fazer para ser mais fluente no dioma.

Agora sim, você está fazendo as perguntas corretas e estará mais inclinado a ter as respostas corretas. Pois o nosso cérebro geralmente processa respostas congruentes com as perguntas.

10. Ser humilde e paciente.

– Não importa o quanto você sabe, quantas horas você estudou, seja humilde e paciente, pois há sempre algo de novo a se aprender. Tenha também paciência, pois mesmo ao se estudar por vários anos, freqüentemente você vai se deparar com situações novas que você não vivenciou antes e isso pode até ser frustrante, dependendo de como você as interpretar. Dessa forma, una essas duas características fundamentais para você crescer no idioma e na vida.

Muito obrigado, mais uma vez, pela grande oportunidade de repartir um pouquinho da minha experiência com vocês.

Um abraço e até a próxima.

Luiz Cláudio

About Prof. and Interpreter Luiz C. Carvalho

EM PORTUGUÊS (SEE BELOW FOR ENGLISH VERSION) Luiz Claudio Carvalho, Professor, Tradutor, Interprete e Locutor(Voice-over) profissional, tem mais de 23 anos de experiência como professor de inglês, na área de treinamento de professores, tradução e interpretação. Luiz é um incansável aprendiz da língua inglesa que procura o melhor para os seus alunos e para aqueles que querem fazer uso de seu profissionalismo nas respectivas areas. Sua experiência e especialização no idioma podem ser resumidos pela aquisição com sucesso dos certificados de proficiência mais renomados no idioma, tais como os das universidades de CAMBRIDGE, OXFORD, MICHIGAN, LYNN UNIVERSITY, FAU, Miami Dade College, entre outras. Nos últimos 10 anos, Luiz Claudio Carvalho esteve residindo nos Estados Unidos e viajando por toda a América, lecionando inglês como segunda língua e português para norte-americanos e canadenses, trabalhando como intérprete e tradutor, mas com foco sempre em desenvolver novas técnicas, aprimorar metodologia e observar na prática explorando técnicas adequadas para acelerar o processo de aprendizagem do idioma. Através dessa oportunidade e experiência, o Prof. Luiz Carvalho desenvolveu o curso INTERaction: Um curso voltado especificamente para conversação, onde as principais estruturas gramaticais são contextualizadas de uma forma agradável e dinâmica muito peculiar, com o intuito de tornar você, estudante de inglês, um falante nato da língua no menor espaço de tempo possível. E-mail: luizcarv@hotmail.com or luizcarvalhobrazil@gmail.com
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One Response to APRENDENDO COM OS NOSSOS ERROS

  1. Reblogged this on APRENDA INGLêS! Learn English! and commented:

    Este artigo traz, de forma completa e detalhada, excelentes dicas para você melhorar exponencialmente o seu inglês. Confira:

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